Psicologia Analítica – Jogo de Areia – Sandplay – Miniaturas

 Edna Levy e Renata Whitaker Horschutz

As perguntas de n. 1 a n.12 foram respondidas por Edna G. Levy e Renata Whitaker Horschutz

 

1. O que é psicoterapia?

Penso que é importante iniciar nossa resposta com a transcrição da definição do Conselho Federal de Psicologia, que consta no Código de Ética, artigo 1º:

A Psicoterapia é prática do psicólogo por se constituir, técnica e conceitualmente, um processo científico de compreensão, análise e intervenção que se realiza através da aplicação sistematizada e controlada de métodos e técnicas psicológicas reconhecidos pela ciência, pela prática e pela ética profissional, promovendo a saúde mental e propiciando condições para o enfrentamento de conflitos e/ou transtornos psíquicos de indivíduos ou grupos.” (Resolução CFP N.º 010/00)

Existem muitas linhas psicoterapêuticas, dentre elas a Comportamental, a Psicanálise, Lacaniana, Psicodrama, Psicoterapia Analítica ou Junguiana e muitas outras. Cada linha possui uma teoria que lhe é própria e, portanto, há muitas diferenças de condutas e procedimentos.

Na qualidade de Analistas Junguianas, responderemos dentro do enfoque da Psicologia Analítica e do nosso trabalho.

A Psicoterapia Analítica é um processo orientado por um Psicólogo ou Psiquiatra, que acontece em encontros freqüentes, fixados de acordo com a necessidade individual de cada paciente, denominados de “sessão” e com duração de 50 minutos.

O paciente relatará fatos e experiências de sua vida e, junto com o Analista, dará inicio a um processo analítico, com o objetivo de entender sua dinâmica emocional, ampliando a consciência que tem de si e do mundo, desenvolvendo-se, amadurecendo e ampliando seu universo de referências, dentro do espaço terapêutico que é livre e protegido.

O tratamento é orientado por técnicas fundamentadas na teoria da Psicologia Analítica, sendo composto por sessões verbais e relatos de sonhos, os quais permitem ao Analista observar a coerência entre as demandas do Eu (ego) e as de sua essência, desta forma norteando o trabalho analítico.

Como recursos auxiliares, utilizamos técnicas expressivas, e o Jogo de Areia, visando a re-significar conteúdos emocionais, transformar comportamentos geradores de sofrimento que comprometem as relações do paciente, bem como seu equilíbrio bio-psico-social. Esse processo tem como conseqüência uma maior realização pessoal.

O papel do paciente envolve um compromisso e uma participação ativa na busca de seu auto-conhecimento, enfrentando suas limitações e dificuldades, admitindo para si o que antes era negado e, desta forma, assumindo a responsabilidade sobre a sua vida.

Cabe ao Analista possuir habilitação profissional para o exercício de sua profissão: capacitação teórica, técnica e prática na sua área de atuação. Deve, ainda, ter se submetido a processo psicoterápico, para resolver questões pessoais e, manter a isenção necessária para, com receptividade e capacidade de compreensão, poder lidar com a dor e o sofrimento de quem o procura. É, ainda fundamental que possua uma uma conduta ética e honesta sólida. O paciente pode e deve se certificar desses requisitos.

2. Em que situações a psicoterapia pode ajudar?

Em muitas situações, das quais seguem alguns exemplos ilustrativos:

Para promover o auto-conhecimento: A Psicoterapia acontece em um lugar protegido, de forma cuidadosa e sem julgamentos. Nestas condições ideais, questionamentos e observações são feitos pelo Analista estimulando a reflexão, estabelecendo-se um diálogo construtivo, que traduzirá em uma maior compreensão da dinâmica interna e dos episódios marcantes da sua vida, assim fortalecendo sua auto-percepção e auto-gerenciamento, e ampliar sua visão de mundo, o que lhe abrirá novas possibilidades e caminhos.

Conhecendo-se melhor, um individuo consegue compreender e mudar a dinâmica viciada de algumas relações, aperfeiçoando os vínculos interpessoais presentes em todas as áreas de sua vida.

Em momentos de crise: Todas as pessoas, até as mais equilibradas emocionalmente, defrontam-se, ao longo da vida, com fases difíceis, angustiantes, que acarretam grande sofrimento. Estes momentos críticos podem nos paralisar, e o intenso envolvimento emocional nos tira-nos a clareza, a assertividade e a segurança, gerando limitações em uma ou diversas áreas de nossa vida.

A Psicoterapia é de grande valia nestes momentos, pois ajuda-nos a repensar e visualizar novas possibilidades. Em virtude de o contexto terapêutico ser livre de Julgamentos e acolhedor, ele assume um papel de facilitador para dar livre curso aos sentimentos, ajudando a descontaminar nossas emoções e sentimentos, poupando-nos tempo, energia e o conseqüente desgaste físico, emocional e relacional.

A palavra CRISE vem da palavra grega KRISIS, que deriva do verbo KRINO, que significa “fazer passar em julgamento”. O primeiro significado para a palavra KRINO foi separar, escolher e decidir. Nos textos Hipocráticos, a literatura médica dos gregos, o termo KRINO passou a significar o ponto de virada de uma doença ou uma mudança súbita que obriga uma avaliação. Esse é o sentido mais próximo da palavra CRISE, como é usada na língua portuguesa (explicação dada por Giuliana Ragusa, professora de Língua e Literatura Grega da USP).

A origem etimológica e o significado da palavra “crise” está intrinsecamente ligada ao simbolismo desses momentos dentro do enfoque analítico. Esses momentos representam uma grande oportunidade para o nosso crescimento interior pois, ao nos depararmos com situações de crise, precisamos avaliar nossa vida, e para isso temos que “separar, escolher e decidir”. A partir daí a mudança será possível, pois a situação ganha uma nova perspectiva. A crise leva o que não nos serve mais, só o essencial permanecendo. Tomamos consciência da necessidade de nos aprofundarmos na compreensão de nós mesmos e do outro dentro do universo em que estamos inseridos.

Em questões profissionais e relacionais: As dificuldades da existência humana podem apresentar-se em uma área específica da vida, assumindo formas diversas de sofrimento para o individuo.

A Psicoterapia cria condições para que a pessoa dê atenção e ouvidos às suas dificuldades, tomando consciência de suas habilidades e limitações. Desta forma, permite-lhe encontrar suas próprias respostas e novos caminhos para conduzir sua vida, revelando-lhe uma importante capacidade de transformação profunda.

Eis alguns exemplos das referidas dificuldades:

área profissional:

  • não conseguir permanecer em um emprego;
  • não conseguir se recolocar no mercado de trabalho;
  • dificuldades nas relações profissionais;
  • aposentadoria;

área afetiva:

  • crise conjugal;
  • crise familiar;
  • relacionamento com filhos, pai ou mãe;
  • conciliar o papel de Esposa com o papel de Mãe;
  • não conseguir manter uma relação afetiva duradoura;
  • Morte de uma pessoa importante em sua vida;

Queixas específicas:

  • dificuldades da puberdade, adolescência, vida adulta, menopausa, envelhecimento;
  • sexualidade (insatisfação sexual, impotência, frigidez, ejaculação precoce;
  • dependência química;
  • depressão e ansiedade;
  • síndrome do pânico e fobias;
  • Comportamentos compulsivos;
  • distúrbios alimentares (anorexia e bulimia nervosa, transtorno Alimentar noturno,
    comedores compulsivos, “binge-eating” (ataques de comer);
  • stress pós-traumático: assaltos, seqüestros, violência doméstica, Urbana ou sexual, acidentes e etc.

Doenças psicossomáticas: É impossível negar que corpo e mente estão intimamente ligados e que distúrbios emocionais podem ser determinantes de um inicio ou agravamento de sintomas físicos.

Podemos citar diversas doenças psicossomáticas: asma, bronquite, gastrite, úlcera, hipertensão, vitiligo, psoríase, herpes, eczema, etc.

O Jogo de Areia é especialmente útil no tratamento das doenças psicossomáticas, em virtude de o corpo físico poder ser simbolizado na caixa de areia. A caixa funciona como uma tela para expressar sensações e sentimentos não só atuais, mas também de uma fase de desenvolvimento anterior à formação da linguagem (pré-verbal), quando a psique profunda expressa-se mais em imagens e símbolos do que em palavras.

É importante lembrar que tais doenças precisam também ser acompanhadas pelo médico da especialidade.

3. Qual é a duração da psicoterapia?

O ritmo do processo da análise, assim como o seu tempo de duração, é determinado pelo paciente e está diretamente ligado à motivação, objetivo e a prontidão para a psicoterapia, isto é, ao grau de preparação que o paciente tem para entrar em contato com seus sentimentos, pensamentos e fatos emocionalmente importantes em sua vida.

Em geral a pessoa esconde de si mesma, de sua consciência, as experiências mais angustiantes e dolorosas. Na tentativa de se defender desta dor, o individuo não entra em contato com o conflito, comportando-se de acordo com os padrões externos (sociais) ao invés de ser fiel à sua essência. É como se esses conteúdos não lhe pertencessem, e assim desconhece o que eles representam. Dequalquer forma, experimentará, como conseqüência, sentimentos de culpa e inadequações em seusrelacionamentos em geral, pois “depositará nos outros” a responsabilidade por suas dificuldades,projetando-as.

Nesta fase inicial do processo terapêutico, o Jogo de Areia já demonstra sua ajuda e eficácia, pois através dos cenários – que funcionam como uma ponte entre o mundo interno e o mundo externo – o paciente traz à tona assuntos que são inconscientes, iniciando o processo de elaboração de tais conflitos, e conseqüentemente abreviando a duração da análise.

4. O adolescente pode planejar um cenário bem bonito e todo certinho. Como seria a análise deste cenário? Em virtude dessa possibilidade, o uso do Jogo de Areia com adolescentes seria merecedor de crédito?

Compreendemos perfeitamente o que você está nos dizendo e este é um sentimento e uma reação muito comum aos adolescentes. Porém, o mesmo ocorre nos cenários de alguns adultos, que após poucas sessões, percebem concretamente os benefícios recebidos, sentem-se mais seguros na relação terapêutica e, com isso, relaxam suas defesas e podem sentir o alívio que o Jogo de Areia lhes proporciona.

Com relação a planejar um cenário “bonito e certinho”, não há problema algum, pois sendo planejado ou não, sempre será uma projeção do mundo interior e, portanto, uma representação verdadeira.

A caixa de areia é um mundo intermediário entre a realidade interna (inconsciente) e a externa (consciente). Os conflitos são mais facilmente ativados e projetados para uma miniatura do que para pessoas reais das relações do individuo.

Temos neste momento duas vantagens:

  • a primeira é a não contaminação das relações com questões que são do próprio individuo;
  • a segunda é que, com o uso do cenário, é mais fácil “tomar posse” do que foi criado e reconhecer que estes conteúdos lhe pertencem de fato, o que permite que a situação seja explorada e trabalhada de forma não ameaçadora, gerando mudanças internas.

Respondendo sua questão à respeito da validade do Jogo de Areia com adolescentes, afirmamos categoricamente que o Jogo de Areia é merecedor de crédito!

A adolescência é um período em que a pessoa está buscando a “sua marca”, estruturar sua própria identidade, buscando descobrir quem é, o que quer e como o quer, e tudo isto de maneira a se diferenciar de seus pais.

Os adolescentes têm grandes dificuldades relativamente à comunicação e aos relacionamentos, que apenas conseguem estabelecer com o coletivo, isto é, com outros indivíduos de sua faixa etária.

O jogo de areia é uma ótima ferramenta para a auto-descoberta.

O paciente é levado para um nível profundo de si mesmo, entrando em contato com o inconsciente, e é neste nível que está a identidade verdadeira. É uma técnica que mostra rapidamente o que cada um é, de forma cuidadosa e protegida, pois traz à tona os conteúdos dos quais o individuo está pronto para tomar consciência, portanto, é um método bastante eficiente na busca da identidade.

Os cenários são criados com o uso da imaginação e da fantasia, expressando emoções e sentimentos internos que nesta idade são particularmente difíceis de exprimir, verbalizar ou entender. Neste sentido, o cenário desempenha a função de um tradutor da linguagem do inconsciente, que é abstrata e de difícil compreensão, para uma imagem concreta que o indivíduo pode ver e que ficará registrada pelas fotos.

5. O método do Jogo de Areia pode ser usado para adultos?

O Jogo de Areia pode e deve ser usado com adultos.

É comum alguns adultos resistirem ao Jogo de Areia, por pensarem que é uma brincadeira para crianças, e que “um adulto pareceria bobo e ridículo brincando na areia”. Porém, seu uso com adultos, além de todas as vantagens do uso com crianças e adolescentes, apresenta um benefício a mais, pois após a superação do preconceito inicial há o resgate do aspecto lúdico, tão castrado no adulto pela racionalidade e pelas regras sociais, e, com isso, o brincar através do Jogo de Areia ajuda a despertar a criatividade do indivíduo.

6. Por que o uso de miniaturas no Jogo de Areia?

Jung via o inconsciente como um potencial criativo e como um território que contém todas as possibilidades individuais e coletivas (comum a toda humanidade).

As imagens e os símbolos são a linguagem do inconsciente, e as miniaturas são imagens simbólicas nas quais o paciente pode projetar seus conteúdos. Por conseguinte, o uso das miniaturas facilita a expressão do inconsciente.

A miniatura assume a função de “personificar” os conteúdos do inconsciente de forma concreta, e assim é possível assimilá-los, relacionar-se e dialogar com eles.

Outro aspecto extremamente benéfico do uso das miniaturas, é que como é possível “personificar”, há uma diminuição das projeções dos conteúdos inconscientes sobre terceiros (outras pessoas), pois agora existe um espaço protegido para acolher a livre expressão destes conteúdos no Jogo de Areia. É possível vê-los concretamente e, assim, torna-se mais fácil tomar consciência; como conseqüência, as relações inter-pessoais serão mais preservadas.

Uma explicação objetiva mas não menos importante é que a caixa de areia tem uma medida específica – “a medida da caixa corresponde exatamente à que o olho pode abarcar”, dando a noção de visão de um universo, e o tamanho das miniaturas viabiliza a representação deste mundo particular.

7. Se eu tiver uma caixa de areia e miniaturas em casa e montar os cenários sozinha, dá o mesmo resultado que ir a um consultório de Psicologia?

Não, porque é necessária a presença do Analista (observador) durante o processo de realização dos cenários, para ativar as funções simbólicas e seus potenciais transformadores de cura.

No trabalho de Jogo de Areia há duas pessoas simultaneamente engajadas no processo simbólico: o Analista e o Paciente. A presença do Analista, o seu olhar e suas observações são muito importantes para que o processo de Jogo de Areia ocorra com qualidade.

O atendimento consciente do terapeuta tem um efeito concreto no processo de cura e transformação. O Analista pode, através das suas observações e questionamentos, ajudar o Paciente a ir tomando consciência do seu trabalho simbólico.

8. Por que a criança pode se beneficiar com o trabalho de Jogo de Areia?

Porque brincar é natural para a criança e o Jogo de Areia possibilita a expressão de suas experiências, anseios e fantasias de forma lúdica, sem que ela precise falar a respeito de tais assuntos, pois para a criança é muito difícil verbalizar.

A caixa de areia é como um objeto intermediário entre a criança e o mundo, através do qual ela pode se expressar de forma segura.

Ajuda a fortalecer a independência, autonomia e segurança da criança, por ser um espaço “livre e protegido”, onde ela pode criar a estória e o cenário que quiser, soltar sua imaginação, fantasia, pode escolher a miniatura que quiser usar, pegá-la na prateleira e colocá-la no lugar que achar melhor dentro da caixa, sem ser cerceada por conceitos de certo e errado.

O analista é uma testemunha acolhedora, que transmitirá confiança para a criança.

Há também a aprendizagem de algumas regras e limites que precisam ser respeitados pela criança, tais como: evitar derrubar areia fora da caixa e tomar cuidado com as miniaturas, para não quebrá-las, o que o ajudará no desenvolvimento de sua motricidade fina, coordenação motora, organização espacial, temporal, respeito pelo ambiente e pelo outro.

9. Por que a caixa de areia pode ser vista como um objeto intermediário ?

O Jogo de Areia capacita a criança para distinguir o que é Eu, e o que não é Eu. O Jogo de Areia é uma técnica não verbal em que o analista não realiza confrontos diretos com a pessoa. O fato de o paciente poder expressar de forma livre e segura seus sentimentos faz com que o Jogo de Areia tenha um papel intermediário entre o paciente e o mundo. Então o processo de cura começa a ocorrer, havendo uma transformação no comportamento externo que desagradava ou trazia sofrimento à pessoa, ou a quem convivia com ela.

10. Qual a diferença entre a criança brincar na caixa de areia, ou em um tanque de areia, ou na praia?

Primeiramente, o Jogo de Areia ocorre em um espaço terapêutico, sob a supervisão e o acolhimento de um analista. Na caixa de areia, a criança brinca com as miniaturas, e mesmo que ele se identifique como sendo uma das miniaturas, a brincadeira acontece na sua frente, na caixa de areia, o que faz com que ele tenha total controle dos acontecimentos.

Já no tanque de areia, ou na praia, a criança vive e se identifica com o personagem e as situações, ela não se diferencia, não consegue colocar a distância saudável e necessária para poder perceber outras alternativas e sentir-se segura por estar fora da situação.

11. Existem diferenças entre os cenários de adulto e os de criança?

A criança em geral usa uma multiplicidade de objetos em suas caixas, podem utilizar mais de uma caixa em uma só sessão e derramar muita água na areia. Isto ocorre porque o mundo ainda é uma novidade para a criança e ela precisa assimilar uma série de informações com as quais entra em contato todos os dias. Além disso, a criança, até aproximadamente os sete anos de idade, época em que ela começa a entrar mais em contato com a racionalidade e com a parte cognitiva, tem o inconsciente muito aberto, por isso seu universo é repleto de imagens e fantasias que necessitam expressar-se, razão pela qual muitas vezes o uso somente de uma caixa de areia pode-se mostrar insuficiente e a criança solicitar outra. A água simboliza o inconsciente, as emoções; como a criança está imersa no mundo do inconsciente, ou ainda muito próximo dele, ela faz uso de muita água.

Outra diferença é que os cenários da criança tem movimento, pois ela brinca com o mesmo. Já os cenários dos adultos são estáticos, as miniaturas são colocadas e lá permanecem até o fim da sessão.

Ao realizar seus cenários, a criança tem sua capacidade de verbalizar e de expressar suas percepções limitada por questões de maturidade, assim como podem apresentar cenários e comportamentos repetitivos em muitas sessões, porém isso não quer dizer que não estejam ocorrendo transformações e desenvolvimento na criança.

A criança repete cenários e comportamentos na intenção de poder assimilá-los, transformá-los e fixar o aumento de seu repertório físico, lingüístico, emocional e motor. Isso pode ocorrer também com adultos, mas não é comum, podendo ter outros significados que precisamos avaliar, como dificuldade de elaboração, defesa, pobreza de repertório.

12. Com que idade pode-se colocar uma criança em terapia?

A partir de 4 (quatro) anos de idade. De fato, não há uma determinada idade. A capacidade de poder brincar e interagir com o outro são os fatores determinantes.

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